OLGA

20 a 26 de Junho de 2016

Escola Primária Nº60 - Ajuda, Lisboa

As Três irmãs tentaram sair de casa.
Ir até à estação.
Esperar o comboio.
Talvez tenham perdido o comboio.
Talvez não tenha havido comboio.
Talvez não tenham saído. 
Não saíram.
A estação foi desativada.
Não sabiam onde era Moscovo.
Talvez não haja Moscovo.
As Três irmãs fecharam as janelas.

EQUIPA


Rui Pina Coelho Texto

Cátia Terrinca e Francisco Salgado Criação
Cátia Terrinca Interpretação
João P. Nunes Imagem e Desenho de Luz

Suzana Alves da Silva Apoio Cenografia
Jesús Manuel Apoio à Criação

Alexandre Vaz Sonoplastia
UMCOLETIVO Produção
Ruy Malheiro Comunicação


#11PROJETO UMCOLETIVO


Apoios

Junta de Freguesia da Ajuda,
Lojas Humana, LUZEIRO, PortTravel,
Associação Iuri Gagarin,
Centro Estudos Eslavos, CML

Olga, a professora primária, a irmã mais velha, a que veste azul há-de estrear a 20 de Junho na Escola Básica 60 do Bairro da Ajuda. Olga, escrita por Rui Pina Coelho, segue a vida que lhe ensinaram no Colégio em que agora dá aulas, espartilhando ambições entre palavras, sufocando pelo tédio de que a vida passe sem nunca a poder agarrar. O pensamento de Olga sabe ser silêncio e riso. É sábio e cínico. Olga, a Santa, sacrificando os dias em orfandade em prol do futuro belo que virá. Tripalium! Nem Irina chegou a ir para a fábrica, nem Macha se desfez do teatro. Mas Olga, fechada no Colégio, de cansaço em cansaço, acabou por viver o infinito. Se ela soubesse...

 

“Quanto mais trabalho mais morro. No trabalho não há amor. O trabalho não faz tréguas. O trabalho não ama. No trabalho não há amor. O trabalho não dorme. O trabalho nunca tem sede.”