Casa Partida (2017-18) - FASE #2

 

conceito Cátia Terrinca

sonoplastia e luz João P. Nunes

produção UMCOLETIVO

 

Um pedaço de vida ao qual, só por leviandade, poderia chamar performance. Um projeto que começou em Belém, quando, um dia, senti a casa-partida. Corri para a LxFactory, com o apoio do Daniel Gorjão, e arranjei um subtítulo - a m a r o corpo a u s e n t e - há tempos, no Mindelact, a convite do José Pinto, regressei à casa. Dei-lhe o mesmo nome, pensando porém "início" "nova jornada". O mergulho, polissemia, a cumplicidade possível com os estranhos que sou. Agora sim: amar o corpo ausente. Sou eu que me fujo para outro / para dentro. Sou eu, nítida, irrevogável, em permanência, a deixar-me seduzir pela intimidade de crescer.

 

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Projeto de experimentação literária cuja primeira fase estou, organicamente, desenvolver, enquanto mulher grávida, futura mãe, nesta fase pré-natal, até Maio de 2018. É um exercício de duração ilimitada (em blocos de, no máximo, 90min, seguidos de 15min de intervalo) no qual simulo uma comunicação umbilical com um único espectador de cada vez, através da ligação entre um auscultador e um microfone. 

Todo o material textual é improvisado e registado para uma utilização a definir após o parto. Por decisão minha, não acedo ao registo antes desse momento. Essa segunda etapa, após Maio, não é ainda clara - como não é ainda o rosto de quem vai nascer. 

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Casa Partida (2014) - FASE #1

10 a 12 de Outubro de 2014, Espaço VÃO, Lx Factory.

 

“Temo falar de mim com faca e garfo. Mas CASA PARTIDA é um exercício autobiográfico feito com curiosidade e amor, de quem quer companhia. Abro a porta de casa como escritora entre aspas à procura de leitores tangíveis, que sejam pais precários, a seu tempo, para as palavras de quem me sinto mãe: a domesticação de um poema.”
Cátia Terrinca